ALIMENTAÇÃO ALCALINA, você conhece?

A alimentação alcalina vai além da ingestão de frutas e vegetais por se tratar da nutrição do corpo visando minimizar os efeitos acidificantes do estilo de vida moderno. A nutrição vai desde o ar que respiramos e a água que bebemos, até os pensamentos que formamos ou ruminamos, a falta (ou excesso) de prática de exercícios, chegando finalmente aos alimentos mastigados e digeridos.

 
Pensando exclusivamente no conceito de nutrição como ingestão de alimentos, é importante observar que - na sociedade atual - encontramos uma alimentação rica em produtos industrializados e com alto teor de ômega 6, glúten e açúcares processados. Aliando ao uso do tabaco, hábito do álcool e os excessos rotineiros - como os estímulos artificiais da TV, celular e microondas - essa nutrição produz resíduos altamente acidificantes em nosso corpo.
 
Antes de mais nada, vale lembrar que a alimentação alcalina NÃO alcaliniza o corpo. Em verdade, a mesma facilita o trabalho do corpo evitando o esforço em dobro na manutenção do delicado equilíbrio alcalino de pH.
OU SEJA, buscando esse equilíbrio evitamos o dispêndio desnecessário de energia do corpo, e este assim se mantém atento aos processos realmente imprescindíveis, sendo mais eficaz no combate de inflamações como câncer, diabetes, entre outras.
 
Para manter-se numa linha mais alcalinizante, compartilho aqui uma lista de dicas que - ao serem respeitadas - permitem um melhor aporte energético ao corpo:
 
  1. Elimine alimentos processados e artificiais, assim como cafeína, açúcar e farinha de trigo.
  2. Coma uma variedade ampla de alimentos integrais frescos e orgânicos. Quanto maior for a quantidade de alimentos integrais e de origem vegetal (o mais crus quanto for possível), melhor. Isso inclui frutas, nozes (de preferência cruas e sem sal), sementes, legumes e vegetais, germinados e fermentados.
  3. Ingira bastante água e fibra. Principalmente nessa época de calor, beba um mínimo de 2 litros de água, ajudando na digestão e trânsito intestinal. O melão e a melancia são ótimas opções por serem ricos em água e também conterem minerais e vitaminas essenciais para o bom funcionamento do corpo.
  4. Explore e inclua combinações mais saudáveis e saborosas nos cardápios diários. Se não sabe por onde começar, há tantas possibilidades e opções! Busque livros e dicas online de profissionais como Conceição Trucom, Eduardo Corassa e Dr Alberto Gonzalez. Eles oferecem livros esclarecedores - e com receitas - explicando os porquês dessa alimentação.
  5. Coma alimentos que atuem na manutenção da boa imunidade. Não é tão complicado quanto parece! Cada indivíduo tem uma lista de alimentos (ou itens que são considerados "alimentos" na sociedade atual, mesmo sendo da pior qualidade) dos quais é intolerante. Há um exame de rotina que pode fornecer essa relação: o teste de Imunoglobulina G. Sua medição deve ser avaliada por um profissional da área por meio do exame de sangue e esse teste indicará que alimentos deverão ser evitados ou cortados de acordo com suas sensibilidades. Muitos obesos, mesmo consumindo mais calorias, perdem peso de forma saudável ao fazer mudanças e cortarem a ingestão desses itens aos quais são intolerantes. O inverso ocorre para as pessoas que estão abaixo do peso, e que assim aumentam sua síntese proteica.
  6. Ingira ao menos 60% de alimentos alcalinos para manutenção da saúde, caso se encontre saudável, e 80% para recuperação da mesma caso seu sistema imunológico esteja reagindo à algo (ou se sua qualidade de vida não estiver das melhores, seja por estresses, pouco exercício, bebedeira, etc.)
PORÉM... "Eli, mas como sabemos que alimentos são alcalinos e que alimentos são acidificantes?"
 
Fiquem de olho no próximo post aqui no Blog Território no mês que vem!

Elisa Lamego

Atleta Território Performance Team